A ressaca é uma resposta do organismo ao consumo excessivo de álcool, manifestando sintomas como dor de cabeça, náusea e fadiga. No entanto, um estudo da Universidade de Utrecht, na Holanda, revelou que a intensidade desses sintomas varia conforme a idade, sendo os mais jovens os mais afetados.
A pesquisa apontou que pessoas entre 18 e 35 anos experimentam ressacas significativamente mais severas em comparação a grupos mais velhos. Já os indivíduos entre 46 e 65 anos também relatam sintomas como fadiga e dor de cabeça, mas de forma consideravelmente mais leve. Curiosamente, os homens, em quase todas as faixas etárias, relataram sofrer mais com a ressaca do que as mulheres, exceto aqueles com mais de 66 anos.
O que explica a diferença na intensidade da ressaca?
Os cientistas sugerem que, com o avanço da idade, o corpo desenvolve uma tolerância aos efeitos negativos do álcool. Isso pode estar relacionado à menor sensibilidade à dor e à forma como o sistema imunológico responde às toxinas do álcool.
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Embora estudos anteriores tenham indicado que o envelhecimento reduz a eficiência do fígado, retardando a metabolização do álcool, os pesquisadores holandeses afirmam que, na prática, as ressacas se tornam menos severas e menos frequentes com o passar dos anos.

Fatores que agravam a ressaca
Além da metabolização do álcool, outros fatores contribuem para a gravidade da ressaca:
- Acetaldeído: subproduto do metabolismo do álcool que desencadeia inflamações e mal-estar.
- Desidratação: o álcool tem efeito diurético, levando à perda de líquidos e agravando sintomas como dor de cabeça e tontura.
- Alterações no sono: o consumo de álcool compromete o sono REM, essencial para a recuperação do corpo, resultando em fadiga no dia seguinte.