“Não existe atrito no Centro Administrativo.” Com essa afirmação, o vice-prefeito de Novo Hamburgo, Gerson Haas (PL), rebateu às especulações sobre possíveis desentendimentos com o prefeito Gustavo Finck (PP).
Durante entrevista concedida na semana passada, Haas recebeu a reportagem na sede de sua empresa, do setor de embalagens plásticas, no bairro Rondônia, e garantiu que a parceria na administração municipal segue firme. “Isso é o que a oposição gostaria de ver, mas não faz sentido nenhum. Fomos eleitos pela população de Novo Hamburgo como uma chapa e seguimos trabalhando juntos. Juntos somos mais fortes”, declarou Haas.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Seu perfil discreto e reservado o mantém longe dos holofotes, mas sua atuação nos bastidores, conforme Haas, é estratégica, especialmente na atração de investimentos. Nos bastidores, há um desejo dentro do Partido Liberal para que o vice-prefeito tenha maior visibilidade. No entanto, Haas reforça sua preferência por um perfil mais discreto e voltado à articulação econômica.
“Não gosto muito de aparecer e acho que a campanha acabou, não é? Então não preciso estar todo dia na mídia. Prefiro estar nos bastidores, mas fazer acontecer”, avalia destacando que a função de articulação já foi definida antes da própria eleição. “Era essa a proposta e acredito que a receita tá dando certo”.
Destravar
Um dos focos de Haas é destravar burocracias para facilitar a chegada de novas empresas à cidade. “Sempre falei sobre ‘receber as empresas com tapete vermelho’. Quero acompanhar todo o processo, desde a licença prévia de instalação até a licença ambiental e de operação”, destacou.
Na pauta de discussões para o futuro
Nos círculos empresariais, o nome do vice-prefeito vem sendo bem recebido para assumir a presidência da Fenac, cargo atualmente ocupado por Márcio Jung. Jung, que está à frente da entidade desde 1º de janeiro de 2017, já confirmou que permanecerá até o encerramento da 48ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), que ocorre de 18 a 20 de março nos pavilhões da Fenac. A partir desse período, a sucessão pode entrar na pauta de discussões.
Questionado sobre o assunto, Haas afirmou que ainda não houve diálogo formal sobre essa possibilidade. “Não foi conversado sobre esse assunto. Acho que é um movimento de empresários nesse sentido. Mas eu e o Gustavo não falamos sobre isso ainda”, declarou.
“Fui eleito para ser vice, não secretário”
No início da gestão, havia a expectativa de que Haas assumisse a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, mas ele recusou o convite. Posteriormente, a ex-diretora de Inovação da Universidade Feevale Daiana Monzon assumiu a pasta. “Eu sempre digo, fui eleito para ser vice-prefeito. Senão, não precisava ter sido candidato, poderia ser secretário igual. Minha ideia sempre foi atuar de forma ampla, articulando a vinda de novas empresas, destravando licenciamentos e facilitando projetos.”
O vice-prefeito também destacou o andamento do projeto para a criação do distrito industrial em Novo Hamburgo. “A roda já gira, mas queremos acelerar esse processo para que ela ande ainda mais rápido”, acrescenta.
Divisão de funções
Conforme Haas, a relação entre prefeito e vice segue baseada na divisão de funções. Enquanto o prefeito foca nas articulações políticas, o vice-prefeito atua no contato com empresários e na captação de investimentos. “As pessoas perguntam ‘não vejo vocês juntos’. Mas a gente se divide para atingir mais regiões da cidade. Isso nos permite trabalhar melhor e dar mais agilidade no atendimento das demandas”, explicou Haas. “É muito perfeito (a divisão de tarefas), deixa a política pra ele (prefeito)”, concluiu.